E o fogo queimou
consumiu tudo, transmutou
e depois sublimou
Assistiu de perto o seu
crepitar transfigurante.
Crepitou lá dentro também
Ele queima aqui dentro? Como?
E vagueou noite a dentro
tentando entender,
mas na verdade
só queria seguir.
As estrelas não eram parecidas,
nem o céu, nem a lua.
Mas de estalos aqui dentro
percebeu em meio a penumbra
trepidas luzes.
Nos arbusto, árvores, na sua frente!
Iam e vinham,
brilhavam e apagavam
Vagueavam as luzes.
Elas eram o reflexo do crepitar interior?
Persegui-os em vão.
Ironia estar sem óculos,
pois nunca saberá se eram luzes de outros fogos
ou o reflexo do crepitar interno.
domingo, 22 de janeiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Desatou
Desatou
Desatou o nó
Cordas, linhas cosidas
enroladas em um emaranhado
Do tipo ninho de rato.
Do tipo não se separa
Difuso
Então desatou
Foi embora
e fiquei
Assisti de janelas sua ida
seu embarque
e ele se foi
com um beijo
com uma promessa
com um protesto
e eu fiquei olhando pela janela
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Sentido
O que não o
vemos
Vai andando,
se instalando,
Em qualquer
lugar
Às vezes não
o vemos
Muito menos
o sentimos
Ele é
mínimo,
Não é um
fardo para preocupar-se
Mais nos
deixa sem ar,
Por aos
poucos
Essas
miudezas se unem
Em uma
corrente
E vão
norteando a nossa vida
Tudo isso
por causa amor!
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