segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Folha em Branco

Num dia desses:


Folha em branco

Depois de semanas voltei,
para preencher essa folha em branco.
Com pesar, pensei que tinha parado.
Mas há sempre algo que me traz de volta
a essa folhas em branco.

A vontade de tirar-lhe essa palidez,
essa inexpressívidade,
essas infinidades de possibilidades.

A vontade de rasgar essa alvidez
e ver todos os tons que colore seu íntimo
ou sua simples cor opaca e seca.

Volto a folha em branco,
com a determinação de fazê-la algo
mais que imaginação, que sonho.

Vontade de fazê-la real e concreta,
como esse prédio atravessado no meu peito.
Vontade de fazê-la palpável a todos
e com isso tornar-me concreto também.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Binária

Por que nasci geminiana?

Bipolar, dois em um?

Promoção?

Não sei se sou ela

Não sei se sou outra,

Só sei que um é um

Que 10 são dois

Nos dois a minha vida é 10!

Sem você sou apenas só.

Poema 2

Mas como é difícil transmiti-lo

de todas as formas, por Deus, como é difícil.

Cada dia mais percebo que só posso senti-lo

através de seus reflexos diários.

Percebo-O as vezes no passarinho

a flutuar brevemente sobre nossas cabeças.

Nas nuvens em suas demoradas e efêmeras formas.

Nas poças de água, nas folhas da árvores

no sorriso descontraído, no abraço fraternal,

na imensidão do mar.

Ó ser transcendental quero ver cada centelha sua em todas as coisas

Vislumbrar em tudo sua infinita paz e amor.

E transpor toda essa longa estrada, essa grande montanha.

E então comungar contigo

e estar em tudo e em todos.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Ao entardecer


Acredite que o entardecer é o mais belo espetáculo

Sentar nas pedras hoje á noite

Depois de um dia cansado

Dia de cão, cachorro vira-lata


Sentar nas pedras

Que ficam no meio do caminho

Hoje á noite, amor, hoje á noite


Sente ao meu lado e segure a minha mão

Que também está com medo da escuridão


O sol se foi com um grande esplendor

E nos deixou na noite fria,

Onde os monstros andam soltos

E nos deixou como a vida fará com o nosso corpo


De noites mal dormidas no cume do medo

Sentar nas pedras hoje a noite não é sensato

Sentar nas pedras e ver a noite

E ver o sol que nos abandona?


Sente se nas pedras a beira mar

Acredite em mim a alma é sol

Sente se nas pedras e veja a peça


Acredite em mim sol vai nascer de novo

Como a alma que carrego


Sentar nas pedras e esperar para ver o amor vencer o medo

Vencer a guerra invisível que trava a mente


Sentar nas pedras hoje á noite

É estar em algum lugar ao sol

Quando resplandece as manhãs.

Você ira entender que o sol é para todos nos!

DUAS ESCOLHAS

De novo o tempo que não passa

Águas cálidas que correm ferozmente pela terra

Lavrando, corroendo e fixando os destinos.

Almas afogadas

Almas sufocadas

Pelas águas que andam

Sem retroceder pelo caminho feito

Não há tempo para arrepender-se

Uma vez feita à escolha

Um novo horizonte se encontra

E se eu tiver magoas, elas se juntarão.

Os milhares já deixados pelo caminho

E como escolher certo

Se o bem ou o mal é apenas um ponto de vista?

Se o tempo não existe

E minha realidade não passa de 10 caminhos

Viva ou morta

Sem saber estive na correnteza ou no fundo

Em um segundo não sei mais onde estou

E vou engolindo agua perdendo oxigênio

Perdendo os sentidos

Para encontrar a solução final.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Raios de sol

Raios de sol me despertam nas manhãs
porém o que não me deixa descansar
é a luz do seu reflexo

a tenacidade de cada feixe
penetra no meu sono

berrando, até que acordo da realidade

vou zarpar:
- nesse mar;
- nesse breu;
- nessa bossa.

tentei resistir o máximo que pude
não aguentei,não suportei o fardo

Agora me lanço ao vento
Com esperança e desejando a ventura

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Solfejos no IFCS

Nesse dia frio, depois de uma prova angustiante
respiro fundo e me acalmo.

Um atrevido raio de sol desafia as nuvens e o frio
em consonância com os sinos ao fundo.

"Esses dias foram difíceis,
mas valeram a pena", falou.

Peço unicamente que esse templo da sabedoria se abra a mim
e deixe-me sugar o frio leite da sabedoria humana.

Quero conhecer suas curvas, reentrâncias, sabores, odores e amores.

Mas acima de tudo peço a esse raio de Sol que não se apague em mim,
nem se deixe encobrir pelas nuvens.

Peço humildemente que ele ilumine os recessos sombrios do meu ser,
mostrando minhas câmaras, prisioneiros, fugitivos, guardiões e profetas.

Que o raio de luz me envolva e me ajude a tornar-me semelhante a ele.
Transcendente, caloroso, radiante, alegre e leve,

leve,

l e v e,

l e v ..