segunda-feira, 15 de agosto de 2011

DUAS ESCOLHAS

De novo o tempo que não passa

Águas cálidas que correm ferozmente pela terra

Lavrando, corroendo e fixando os destinos.

Almas afogadas

Almas sufocadas

Pelas águas que andam

Sem retroceder pelo caminho feito

Não há tempo para arrepender-se

Uma vez feita à escolha

Um novo horizonte se encontra

E se eu tiver magoas, elas se juntarão.

Os milhares já deixados pelo caminho

E como escolher certo

Se o bem ou o mal é apenas um ponto de vista?

Se o tempo não existe

E minha realidade não passa de 10 caminhos

Viva ou morta

Sem saber estive na correnteza ou no fundo

Em um segundo não sei mais onde estou

E vou engolindo agua perdendo oxigênio

Perdendo os sentidos

Para encontrar a solução final.

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