quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Cutucadas

Cutuca daqui,

Cutuca dali.

Cutuca-se em resposta,

Cutucado se é então.


Dedos virtuais chovem dos dois lados

Na forma de cutucadas.

Cutuca-se para perturbar,

cutucamo-nos para incomodar.


Cutucamos em silêncio,

cutucamos o silêncio.

Até que num espasmo se ouve:

"oi tudo bem?"

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Poema 4

Queria lhe olhar nos olhos e dizer adeus.
Fazer com a dignidade de poucos,
com o pesar de muitos.
Fazê-lo com o amor do peito,
com a saudade de muitos.

Enigmático como Stoker,
sentir a dor de Byron.
E sensual como Azevedo,
correr pelas suas curvas.

Com o raiar da nova era,
e
sboço um sorriso de Assis.
Então volátil como Morais,
materializo-me em outra.
E da névoa de Stoker,
me ofereço a ela.

Queria lhe olhar nos olhos e dizer tchau.
Mas sou volátil que nem Vinicius,
Da tempestade à brisa suave.

Queria ser sincero e dizer, até mais.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Poema 3

As lágrimas secaram
Não estou mais a arfar,
nem a soluçar.
Voltei a mim.

Minha visão ainda não se aclarou.
Quando olho a mim,
constato que o caminho é mais forte do que eu.


Felizmente o caminho não se faz às sós.
E aqueles que me dão a mão são muitos.
Aqueles que não conheço então...

Assim consigo caminhar,
dar o próximo passo no escuro.

Vou vivendo dia a dia,
passo a passo.

Até chegar lá.