segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Coringa

Tanto amor guardado
Tanto amor confinado nessa casca

Prometido diversas vezes,
poucas vezes vivenciado


Mas apesar de residir em mim

ele não me pertence,

nem é mais prometido.

Ele não me pertence.

Só reside em mim.


Enquanto não encontro sua dona

vou distribui-lo por aí a fora.

Compartilhando tamanha divindade

Plantando diversos pedaços de divindades

em seres autodenominados secos,

autodenominados duros.


Para poder seguir ao sabor da corrente,

pois nem mesmo essa vida não me pertence

só reside em mim.


E vou florindo jardins gris,

sob maracatus floridos

amortizando as batidas com perfurmes únicos.

Dançando freneticamente ao som dos tambores alheios,

acompanhando as mais diversas melodias.


Rogando a essa Dona que não se magoe
por compartilhar algo seu com os outros.


É porque é tanto que não cabe em mim.

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