Tanto amor guardado
Tanto amor confinado nessa casca
Prometido diversas vezes,
poucas vezes vivenciado
Mas apesar de residir em mim
ele não me pertence,
nem é mais prometido.
Ele não me pertence.
Só reside em mim.
Enquanto não encontro sua dona
vou distribui-lo por aí a fora.
Compartilhando tamanha divindade
Plantando diversos pedaços de divindades
em seres autodenominados secos,
autodenominados duros.
Para poder seguir ao sabor da corrente,
pois nem mesmo essa vida não me pertence
só reside em mim.
E vou florindo jardins gris,
sob maracatus floridos
amortizando as batidas com perfurmes únicos.
Dançando freneticamente ao som dos tambores alheios,
acompanhando as mais diversas melodias.
Rogando a essa Dona que não se magoe
por compartilhar algo seu com os outros.
É porque é tanto que não cabe em mim.
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