domingo, 12 de fevereiro de 2012

Poema 5

E vamos continuar, temos

Afinal não podemos parar
Pois o pandeiro e o violão da vida continuam a tinir

Mesmo sem harmonia

Temos que sambar,
no chão de corações estilhaçados

Frevar,
entre o caos da Rio Branco

Rebolar,
em cima da corda bamba dos prazeres

Deslizar,
entre cemitérios de antigas memórias

Desfilar,
entre as famintas hienas

Voar,
nos ventos do futuro

Para que um dia possamos aterrissar num novo coração amado
e dançar no ritmado som dessa dupla harmonia.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Tempo




O arranjo exato, perfeito
Tudo em torno do do seu próprio eixo
Sempre marca as suas voltas
Sempre exata

E como cai,
Não sou mais relógio
Sou descompasso
Exato!

E não estou no ritmo...
Estou atrasada?
Ou sera adiantada?
Ou ainda marco o ponto fixo?

É exato?

Que se é,
O que será,
Das nuvens e do vento
To tempo que escoa

Exatamente!

Fluxo, refluxo, empuxo
O que se é sem parâmetros?
As referencias da inexistência?
Com isso, exatamente

Segundos, minutos, horas

O exato momento do tempo preciso.