domingo, 28 de outubro de 2012

Liberdade





Você me libertou do ódio
Você me libertou do medo de amar

Você me libertou
Levitando como as nuvens
Você me libertou
Quebrou o gelo

Alforjes estão desfeitos
E agora posso andar a teu lado
Sem gritar o que sinto
Apenas posso andar a teu lado

Não posso segurar a tua mão quando ficar com medo

Apenas posso chorar em silencio
Não ser egoísta com meu amor

Você me libertou do ódio
Você me libertou do medo de amar

E agora não posso segurar a tuas mãos quando ficar com medo

Tenho frio,
Apenas teu calor me aquece
E puro egoísmo eu sei

Você me libertou
Você me libertou
E queria poder segurar a tua mão
Ouvir a tua voz e afagar teu cabelo
Mais estou livre

Você me libertou, sou livre
E escolho não sofrer
E meu coração liberto
Só quer você

E não posso segurar quando ficar com medo

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A Artista

A Artista
 
Mas que espiríto livre!
Mas que fluidês!
Sorrizos, olhares, a dança,
o choro, o eu te amo.
Espiríto de artista,
sem dúvida.
Desses transparentes,
capazes de demonstrar
desde o mais intenso
furor humano;
até a mais bela flor,
cheirosa, do amor.
Olhando, assim, para esse
céu sem estrelas.
Pergunto se um dia
poderei tirar,
da cartola do meu ser,
tais sentimentos tão puros, humanos?