quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Vazios, Buracos e Outras Histórias

Passa, passa, passa..
Avoa como vento e leva de mim algo.
A deixar o leve frescor do vazio recém aberto.

E passa, passa, passa. Decidida e forte
passa com um guancho que arrasta pensamentos e olhares ao vácuo?

Vácuo, hmm o vácuo..
Será que o vácuo pode ser preenchido? Entulhado?
Jogos, cervejas, whisky e pasteis não adiantaram..
Talvez milksheiks.

O luar não, ele me revolve. O Sol me esmaga.

Acho que vou recostar num canto esse buraco, talvez um dia ele sugue algo interessante.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Luz, tempo e ação!

O que seria da vela sem sua luz?




Que ilumina candidamente a noite

A sombra escura que projetei tentando me esconder
Há luz que assuste mais que o desconhecido terror da verdade diante da farsa?
Acabou no mesmo instante

O tempo ventou
Carregando as males
E fiquei só, no  meio do teatro vivo
Então a hora da verdade surge

O foco está ai
Não podes errar
Se não o publico vaia
Então devo atuar!

Não seria mentir para agradar?
Entre o pânico da duvida surge

A perola!

Sim está feita de agridas mais puras

Verdade

E em lagrimas terminou.  

sábado, 3 de dezembro de 2011

Meu Espírito 2

Nasci com uma dádiva divina,
o que os iluministas chamavam de espírito.

Recebi um daqueles bem sarcástico,
ácido e forte.
Daqueles que a academia adora.

A todo vapor sempre.

Daqueles que devastam toda caatinga resistente
deixando somente o solo seco
e o horizonte nú.

Daqueles difíceis de enganar,
sempre duro e lúcido comigo.

Apesar da saudade sei que nunca mais voltarei
ela me mostrou anos atrás,
estampado no seu muro de pedra.

Nada mas como manhãs na rede,
o cheio do feijão a tarde
e o chá a noite.

O perfume da jasmim trazido pelo vento seco,
ver as folhas caírem amareladas em maio,
o deslumbrante concerto de pássaros ao entardecer.

Daqueles dias em que o calor é tão sólido
que nos deixa paralisado.
Das chuvas de Março
intensas e geladas.

Do pôr do Sol na beira do rio
e das conversas descontraídas sobre o extenso universo mulheril.

Pois a trégua dada por esse espírito acabou para sempre.
A lucidez é constante,
e o deserto que ela abriu
não vejo fim.