sábado, 11 de fevereiro de 2012

Tempo




O arranjo exato, perfeito
Tudo em torno do do seu próprio eixo
Sempre marca as suas voltas
Sempre exata

E como cai,
Não sou mais relógio
Sou descompasso
Exato!

E não estou no ritmo...
Estou atrasada?
Ou sera adiantada?
Ou ainda marco o ponto fixo?

É exato?

Que se é,
O que será,
Das nuvens e do vento
To tempo que escoa

Exatamente!

Fluxo, refluxo, empuxo
O que se é sem parâmetros?
As referencias da inexistência?
Com isso, exatamente

Segundos, minutos, horas

O exato momento do tempo preciso.









domingo, 22 de janeiro de 2012

Crepitares alheios?

E o fogo queimou
consumiu tudo, transmutou
e depois sublimou

Assistiu de perto o seu
crepitar transfigurante.

Crepitou lá dentro também

Ele queima aqui dentro? Como?

E vagueou noite a dentro
tentando entender,
mas na verdade
só queria seguir.

As estrelas não eram parecidas,
nem o céu, nem a lua.

Mas de estalos aqui dentro
percebeu em meio a penumbra
trepidas luzes.

Nos arbusto, árvores, na sua frente!
Iam e vinham,
brilhavam e apagavam

Vagueavam as luzes.

Elas eram o reflexo do crepitar interior?

Persegui-os em vão.

Ironia estar sem óculos,
pois nunca saberá se eram luzes de outros fogos
ou o reflexo do crepitar interno.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Desatou





Desatou
Desatou o nó

Cordas, linhas cosidas
enroladas em um emaranhado

Do tipo ninho de rato.
Do tipo não se separa

Difuso

Então desatou
Foi embora
e fiquei

Assisti de janelas sua ida
seu embarque
e ele se foi
com um beijo 
com uma promessa
com um protesto

e eu fiquei olhando pela janela



segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Sentido


O que não o vemos
Vai andando, se instalando,
Em qualquer lugar
Às vezes não o vemos
Muito menos o sentimos
Ele é mínimo,
Não é um fardo para preocupar-se
Mais nos deixa sem ar,
Por aos poucos
Essas miudezas se unem
Em uma corrente
E vão norteando a nossa vida

Tudo isso por causa  amor!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Vazios, Buracos e Outras Histórias

Passa, passa, passa..
Avoa como vento e leva de mim algo.
A deixar o leve frescor do vazio recém aberto.

E passa, passa, passa. Decidida e forte
passa com um guancho que arrasta pensamentos e olhares ao vácuo?

Vácuo, hmm o vácuo..
Será que o vácuo pode ser preenchido? Entulhado?
Jogos, cervejas, whisky e pasteis não adiantaram..
Talvez milksheiks.

O luar não, ele me revolve. O Sol me esmaga.

Acho que vou recostar num canto esse buraco, talvez um dia ele sugue algo interessante.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Luz, tempo e ação!

O que seria da vela sem sua luz?




Que ilumina candidamente a noite

A sombra escura que projetei tentando me esconder
Há luz que assuste mais que o desconhecido terror da verdade diante da farsa?
Acabou no mesmo instante

O tempo ventou
Carregando as males
E fiquei só, no  meio do teatro vivo
Então a hora da verdade surge

O foco está ai
Não podes errar
Se não o publico vaia
Então devo atuar!

Não seria mentir para agradar?
Entre o pânico da duvida surge

A perola!

Sim está feita de agridas mais puras

Verdade

E em lagrimas terminou.  

sábado, 3 de dezembro de 2011

Meu Espírito 2

Nasci com uma dádiva divina,
o que os iluministas chamavam de espírito.

Recebi um daqueles bem sarcástico,
ácido e forte.
Daqueles que a academia adora.

A todo vapor sempre.

Daqueles que devastam toda caatinga resistente
deixando somente o solo seco
e o horizonte nú.

Daqueles difíceis de enganar,
sempre duro e lúcido comigo.

Apesar da saudade sei que nunca mais voltarei
ela me mostrou anos atrás,
estampado no seu muro de pedra.

Nada mas como manhãs na rede,
o cheio do feijão a tarde
e o chá a noite.

O perfume da jasmim trazido pelo vento seco,
ver as folhas caírem amareladas em maio,
o deslumbrante concerto de pássaros ao entardecer.

Daqueles dias em que o calor é tão sólido
que nos deixa paralisado.
Das chuvas de Março
intensas e geladas.

Do pôr do Sol na beira do rio
e das conversas descontraídas sobre o extenso universo mulheril.

Pois a trégua dada por esse espírito acabou para sempre.
A lucidez é constante,
e o deserto que ela abriu
não vejo fim.