terça-feira, 26 de julho de 2011
Tributo a Primeira
Minha maquina corporal
está completa, pronta.
Porém, encostada
na sombra esperava por algo.
Então quando você se aproximou
e introduziu o elixir da espontaneidade me mim,
meu corpo sofreu uma reação em cadeia.
Ele escapou para dentro de mim
através dos seus mais sutis movimentos.
Então, todas as engrenagens rangeram
e giraram a todo vapor.
Ideias se desprenderam do duro metal,
movimentos descontrolados também.
Com a transmutação completa,
meu peito explodiu projetando um inteiro universo.
Então tudo é nada e nada é tudo,
às sombras de duas almas encaixadas.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Feliz Dia do Amigo
Precisa-se de um amigo
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração.
Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir.
Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e da brisa.
Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.
Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é precisa que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados.
Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser,
deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmo gostos, que se comova quando chamado de amigo.
Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância.
Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar.
Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo,
para ter-se a consciência de que ainda se vive.
(Vinícius de Morais)
sábado, 16 de julho de 2011
Esperança ou cegueira?
Os cegos não enxergam o orvalho que nasce das lagrimas
Dos que não podem regar o jardim amado o fazem mais furtivamente
Não sentem o gosto do algodão doce colando no céu
Tão surdos para notas musicas que perfumam a brisa do mar
Vão brincando com seus sentidos misturando tudo,
E vão passando por você, Todos os dias
Dias todos
Todos os dias
E mesmo assim, te recusas a ver
O amor que reside no planeta humano.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Bar
Mas depois que encontrá-las perdidas no meu carderno, ganharam minha afeição.
Disto tiro uma das primeiras grandes lições: Nunca jogar fora nada do que você escreveu!
Bar
Ter um bar desses de esquina,
é ser dono de vidas.
Feliz é dono de bar,
dono do seu universo.
Poderoso suficiente para controlar
as felicidades alheias.
Ali alimentar todos os sonhos e devaneios.
Atribuir sentidos à vida.
Conviver com delírios e aspirações
e ser capaz de estender, pelo menos um pouco,
as doces ilusões.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Second Post
Escrevi este em uma momento "deprê", mas acho apropriado já que conto com uma post do Edu sobre o assunto. E nem sei se podemos chamar de poema!
Espero que gostem!!
Reflexo
O meu espelho é a alma da sociedade, só sei o que sou quando vejo meu reflexo ativo na comunidade. Sei que meu feio é preso e isolado. O meu pobre é ignorado, a minha falha é a deficiência onde oras ganho o status quo ou o lixo. Sou um amontoado de inovações da antiguidade dos quais nada crio nada transformo só a natureza. A minha destruição é certeira! Minha justiça é cega para não ver a quem se fere e não ver a realidade. Tendo a espada para impor a lei mesmo que seja regada a sangue. Sou reflexo e espelho daquilo que digo que existe daquilo que dou como concreto a minha imaginação ou esquizofrenia social. Matrix é mais real que o nascimento de Jesus. O que ocorre, socorre o que acudiu. Sou espelho reflexo objeto.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Firts Post!
Monstro
Demônios adormecidos habitam meu ser
Que despertam sem mais porquês
E vão devorando cada pedacinho
Até que não sobre nada
Até que só reste ele
Então serei eu
Que habitarei o mostro.
domingo, 10 de julho de 2011
Poema 1
Repleto de árvores retorcidas,
de brejos espinhados e veredas sombrias
constitui o mais íntimo do meu ser.
Não importa quanto verde me cerque,
maravilhas geográficas
ou sorrisos espalhados.
Porque dessa vereda na qual sigo
as cores são desbotadas,
Repleto de sorrisos amarelados
e de uma saudade constante.
Esta última definidora dos homens,
característica do sertanejo.
Desses tantos Zés e Severinos,
que apesar do fogo e espinhos deixados para trás
levam a marca, na pele ou na alma,
dessa coisa que me engendra a escrever.
Amaldiçoados por essa terra mística e hostil,
onde a luta contra o fogo é constante,
adquirimos esse sertão interior.
Repleto de saudade, ódio e esperança
que nos seca e endurece a alma.
A espera de uma chuva de verão
para averdejar esse deserto interior.
Edu Ferreira