Marcado com a dureza do solo da caatinga
Repleto de árvores retorcidas,
de brejos espinhados e veredas sombrias
constitui o mais íntimo do meu ser.
Não importa quanto verde me cerque,
maravilhas geográficas
ou sorrisos espalhados.
Porque dessa vereda na qual sigo
as cores são desbotadas,
Repleto de sorrisos amarelados
e de uma saudade constante.
Esta última definidora dos homens,
característica do sertanejo.
Desses tantos Zés e Severinos,
que apesar do fogo e espinhos deixados para trás
levam a marca, na pele ou na alma,
dessa coisa que me engendra a escrever.
Amaldiçoados por essa terra mística e hostil,
onde a luta contra o fogo é constante,
adquirimos esse sertão interior.
Repleto de saudade, ódio e esperança
que nos seca e endurece a alma.
A espera de uma chuva de verão
para averdejar esse deserto interior.
Edu Ferreira
Texto de sertanejo marcado, do mundo para dentro!
ResponderExcluirParabéns!
Muito bom sobrinho parabéns pela sensibilidade poética. Espero que nessa linha não falte coragem e vontade para superar as pedras do caminho. As vezes o vazio é fundamental para se percorrer uma nova estrada. como diz o poeta "Todos estes que aí estão. Atravancando o meu caminho, Eles passarão. Eu passarinho!" Mario Quintana...Forte abraço. namastê
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