quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Vazios, Buracos e Outras Histórias
domingo, 25 de dezembro de 2011
Luz, tempo e ação!
sábado, 3 de dezembro de 2011
Meu Espírito 2
o que os iluministas chamavam de espírito.
Recebi um daqueles bem sarcástico,
ácido e forte.
Daqueles que a academia adora.
A todo vapor sempre.
Daqueles que devastam toda caatinga resistente
deixando somente o solo seco
e o horizonte nú.
Daqueles difíceis de enganar,
sempre duro e lúcido comigo.
Apesar da saudade sei que nunca mais voltarei
ela me mostrou anos atrás,
estampado no seu muro de pedra.
Nada mas como manhãs na rede,
o cheio do feijão a tarde
e o chá a noite.
O perfume da jasmim trazido pelo vento seco,
ver as folhas caírem amareladas em maio,
o deslumbrante concerto de pássaros ao entardecer.
Daqueles dias em que o calor é tão sólido
que nos deixa paralisado.
Das chuvas de Março
intensas e geladas.
Do pôr do Sol na beira do rio
e das conversas descontraídas sobre o extenso universo mulheril.
Pois a trégua dada por esse espírito acabou para sempre.
A lucidez é constante,
e o deserto que ela abriu
não vejo fim.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Tinha de ser feito
enfiei a mão e tirei de lá de dentro
um quarto de pulmão,
meio coração
e três metros de intestino.
Sangrei vermelho e transparente
que escorreu até o chão
Deveria escrever algumas páginas,
mas não consigo..
Probabilística estatística por amostragem
Nenhum estudo anterior mostra que o desvio padrão do amor que possuo. É de tolerância de uma única peça. Com probabilidade de 0,99 de te amar. Quantas observações devem ser utilizadas até você entender ?
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Silêncio
A imagem vai se esvanecendo na memória
E a cada dia fico mais distante
Do que outrora me aquecia
Não foi abandono
Apenas as águas que os levam
E ver que desapareces no horizonte
Ficando apenas um ponto
O ponto da sutura
O ponto da partida
O ponto do desencontro
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Coringa
Tanto amor confinado nessa casca
Prometido diversas vezes,
poucas vezes vivenciado
Mas apesar de residir em mim
ele não me pertence,
nem é mais prometido.
Ele não me pertence.
Só reside em mim.
Enquanto não encontro sua dona
vou distribui-lo por aí a fora.
Compartilhando tamanha divindade
Plantando diversos pedaços de divindades
em seres autodenominados secos,
autodenominados duros.
Para poder seguir ao sabor da corrente,
pois nem mesmo essa vida não me pertence
só reside em mim.
E vou florindo jardins gris,
sob maracatus floridos
amortizando as batidas com perfurmes únicos.
Dançando freneticamente ao som dos tambores alheios,
acompanhando as mais diversas melodias.
Rogando a essa Dona que não se magoe
por compartilhar algo seu com os outros.
É porque é tanto que não cabe em mim.
sábado, 1 de outubro de 2011
Saudade
Não é o que está escrito no dicionário,
É a ausência daquilo que nos habita,
O fim do encanto da ilusão feita,
Tempo que anda no sentido contrario,
Despedida indesejada,
A saudade:
Amontoado de sentimentos heterogênicos de polaridades distintas
Que acabam deixando um vazio no ser que o carrega!
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Cutucadas
Cutuca daqui,
Cutuca dali.
Cutuca-se em resposta,
Cutucado se é então.
Dedos virtuais chovem dos dois lados
Na forma de cutucadas.
Cutuca-se para perturbar,
cutucamo-nos para incomodar.
Cutucamos em silêncio,
cutucamos o silêncio.
Até que num espasmo se ouve:
"oi tudo bem?"
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Poema 4
Fazer com a dignidade de poucos,
com o pesar de muitos.
Fazê-lo com o amor do peito,
com a saudade de muitos.
Enigmático como Stoker,
sentir a dor de Byron.
E sensual como Azevedo,
correr pelas suas curvas.
Com o raiar da nova era,
esboço um sorriso de Assis.
Então volátil como Morais,
materializo-me em outra.
E da névoa de Stoker,
me ofereço a ela.
Queria lhe olhar nos olhos e dizer tchau.
Mas sou volátil que nem Vinicius,
Da tempestade à brisa suave.
Queria ser sincero e dizer, até mais.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Poema 3
Não estou mais a arfar,
nem a soluçar.
Voltei a mim.
Minha visão ainda não se aclarou.
Quando olho a mim,
constato que o caminho é mais forte do que eu.
Felizmente o caminho não se faz às sós.
E aqueles que me dão a mão são muitos.
Aqueles que não conheço então...
Assim consigo caminhar,
dar o próximo passo no escuro.
Vou vivendo dia a dia,
passo a passo.
Até chegar lá.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Folha em Branco
Folha em branco
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Binária
Por que nasci geminiana?
Bipolar, dois em um?
Promoção?
Não sei se sou ela
Não sei se sou outra,
Só sei que um é um
Que 10 são dois
Nos dois a minha vida é 10!
Sem você sou apenas só.
Poema 2
Mas como é difícil transmiti-lo
de todas as formas, por Deus, como é difícil.
Cada dia mais percebo que só posso senti-lo
através de seus reflexos diários.
Percebo-O as vezes no passarinho
a flutuar brevemente sobre nossas cabeças.
Nas nuvens em suas demoradas e efêmeras formas.
Nas poças de água, nas folhas da árvores
no sorriso descontraído, no abraço fraternal,
na imensidão do mar.
Ó ser transcendental quero ver cada centelha sua em todas as coisas
Vislumbrar em tudo sua infinita paz e amor.
E transpor toda essa longa estrada, essa grande montanha.
E então comungar contigo
e estar em tudo e em todos.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Ao entardecer
Acredite que o entardecer é o mais belo espetáculo
Sentar nas pedras hoje á noite
Depois de um dia cansado
Dia de cão, cachorro vira-lata
Sentar nas pedras
Que ficam no meio do caminho
Hoje á noite, amor, hoje á noite
Sente ao meu lado e segure a minha mão
Que também está com medo da escuridão
O sol se foi com um grande esplendor
E nos deixou na noite fria,
Onde os monstros andam soltos
E nos deixou como a vida fará com o nosso corpo
De noites mal dormidas no cume do medo
Sentar nas pedras hoje a noite não é sensato
Sentar nas pedras e ver a noite
E ver o sol que nos abandona?
Sente se nas pedras a beira mar
Acredite em mim a alma é sol
Sente se nas pedras e veja a peça
Acredite em mim sol vai nascer de novo
Como a alma que carrego
Sentar nas pedras e esperar para ver o amor vencer o medo
Vencer a guerra invisível que trava a mente
Sentar nas pedras hoje á noite
É estar em algum lugar ao sol
Quando resplandece as manhãs.
Você ira entender que o sol é para todos nos!
DUAS ESCOLHAS
De novo o tempo que não passa
Águas cálidas que correm ferozmente pela terra
Lavrando, corroendo e fixando os destinos.
Almas afogadas
Almas sufocadas
Pelas águas que andam
Sem retroceder pelo caminho feito
Não há tempo para arrepender-se
Uma vez feita à escolha
Um novo horizonte se encontra
E se eu tiver magoas, elas se juntarão.
Os milhares já deixados pelo caminho
E como escolher certo
Se o bem ou o mal é apenas um ponto de vista?
Se o tempo não existe
E minha realidade não passa de 10 caminhos
Viva ou morta
Sem saber estive na correnteza ou no fundo
Em um segundo não sei mais onde estou
E vou engolindo agua perdendo oxigênio
Perdendo os sentidos
Para encontrar a solução final.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Raios de sol
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Solfejos no IFCS
respiro fundo e me acalmo.
Um atrevido raio de sol desafia as nuvens e o frio
em consonância com os sinos ao fundo.
"Esses dias foram difíceis,
mas valeram a pena", falou.
Peço unicamente que esse templo da sabedoria se abra a mim
e deixe-me sugar o frio leite da sabedoria humana.
Quero conhecer suas curvas, reentrâncias, sabores, odores e amores.
Mas acima de tudo peço a esse raio de Sol que não se apague em mim,
nem se deixe encobrir pelas nuvens.
Peço humildemente que ele ilumine os recessos sombrios do meu ser,
mostrando minhas câmaras, prisioneiros, fugitivos, guardiões e profetas.
Que o raio de luz me envolva e me ajude a tornar-me semelhante a ele.
Transcendente, caloroso, radiante, alegre e leve,
leve,
l e v e,
l e v ..
terça-feira, 26 de julho de 2011
Tributo a Primeira
Minha maquina corporal
está completa, pronta.
Porém, encostada
na sombra esperava por algo.
Então quando você se aproximou
e introduziu o elixir da espontaneidade me mim,
meu corpo sofreu uma reação em cadeia.
Ele escapou para dentro de mim
através dos seus mais sutis movimentos.
Então, todas as engrenagens rangeram
e giraram a todo vapor.
Ideias se desprenderam do duro metal,
movimentos descontrolados também.
Com a transmutação completa,
meu peito explodiu projetando um inteiro universo.
Então tudo é nada e nada é tudo,
às sombras de duas almas encaixadas.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Feliz Dia do Amigo
Precisa-se de um amigo
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração.
Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir.
Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e da brisa.
Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.
Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é precisa que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados.
Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser,
deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmo gostos, que se comova quando chamado de amigo.
Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância.
Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar.
Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo,
para ter-se a consciência de que ainda se vive.
(Vinícius de Morais)
sábado, 16 de julho de 2011
Esperança ou cegueira?
Os cegos não enxergam o orvalho que nasce das lagrimas
Dos que não podem regar o jardim amado o fazem mais furtivamente
Não sentem o gosto do algodão doce colando no céu
Tão surdos para notas musicas que perfumam a brisa do mar
Vão brincando com seus sentidos misturando tudo,
E vão passando por você, Todos os dias
Dias todos
Todos os dias
E mesmo assim, te recusas a ver
O amor que reside no planeta humano.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Bar
Mas depois que encontrá-las perdidas no meu carderno, ganharam minha afeição.
Disto tiro uma das primeiras grandes lições: Nunca jogar fora nada do que você escreveu!
Bar
Ter um bar desses de esquina,
é ser dono de vidas.
Feliz é dono de bar,
dono do seu universo.
Poderoso suficiente para controlar
as felicidades alheias.
Ali alimentar todos os sonhos e devaneios.
Atribuir sentidos à vida.
Conviver com delírios e aspirações
e ser capaz de estender, pelo menos um pouco,
as doces ilusões.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Second Post
Escrevi este em uma momento "deprê", mas acho apropriado já que conto com uma post do Edu sobre o assunto. E nem sei se podemos chamar de poema!
Espero que gostem!!
Reflexo
O meu espelho é a alma da sociedade, só sei o que sou quando vejo meu reflexo ativo na comunidade. Sei que meu feio é preso e isolado. O meu pobre é ignorado, a minha falha é a deficiência onde oras ganho o status quo ou o lixo. Sou um amontoado de inovações da antiguidade dos quais nada crio nada transformo só a natureza. A minha destruição é certeira! Minha justiça é cega para não ver a quem se fere e não ver a realidade. Tendo a espada para impor a lei mesmo que seja regada a sangue. Sou reflexo e espelho daquilo que digo que existe daquilo que dou como concreto a minha imaginação ou esquizofrenia social. Matrix é mais real que o nascimento de Jesus. O que ocorre, socorre o que acudiu. Sou espelho reflexo objeto.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Firts Post!
Monstro
Demônios adormecidos habitam meu ser
Que despertam sem mais porquês
E vão devorando cada pedacinho
Até que não sobre nada
Até que só reste ele
Então serei eu
Que habitarei o mostro.
domingo, 10 de julho de 2011
Poema 1
Repleto de árvores retorcidas,
de brejos espinhados e veredas sombrias
constitui o mais íntimo do meu ser.
Não importa quanto verde me cerque,
maravilhas geográficas
ou sorrisos espalhados.
Porque dessa vereda na qual sigo
as cores são desbotadas,
Repleto de sorrisos amarelados
e de uma saudade constante.
Esta última definidora dos homens,
característica do sertanejo.
Desses tantos Zés e Severinos,
que apesar do fogo e espinhos deixados para trás
levam a marca, na pele ou na alma,
dessa coisa que me engendra a escrever.
Amaldiçoados por essa terra mística e hostil,
onde a luta contra o fogo é constante,
adquirimos esse sertão interior.
Repleto de saudade, ódio e esperança
que nos seca e endurece a alma.
A espera de uma chuva de verão
para averdejar esse deserto interior.
Edu Ferreira
